quarta-feira, 27 de maio de 2015

Seleção dos fungos causadores de doenças

Categoria
Gênero/Espécie
Doença
Leveduras
Cândida albicans
Cryptococcus neoformans
Estomatite, vaginite, infecção das unhas, infecção sistêmica criptococose(infecção pulmonar, meningite, etc).
Mofo
Espécies de Aspergillus
Espécies de Mucor e Rhizopus e outras espécies de mofo do pão
Vários dermatófitos
Aspergilose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)
Mucormicose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)
Infecções o por tinhas
Fungos
Dimorfos
Blastomyces dermatitidis
Coccidioides immitis
Histoplasma capsulatum
Sporothrix shenckii
Blastomicoses (principalmente doença pulmonar e cutânea)
Coccidioidomicose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)
Histoplasmose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)
Esporotricose (doença cutânea)
Outros
Pneumocytis jiroveci
Pneumonia por pneumocystis (PCP)

REINO FUNGI

Características Gerais

O Reino Fungi é composto por seres uni ou pluricelulares heterotróficos. Junto com as bactérias, são os principais decompositores do planeta Terra. Sua importância ecológica é tão grande quanto ao dos seres produtores e sem eles toda a vida em nosso planeta estaria comprometida. Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon). É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas porpraticamente qualquer tipo de ambiente.



A maioria dos seres do Reino Fungi é saprófita, ou seja, se alimentam de matéria orgânica em decomposição. Alguns podem ser parasitas como é o caso das micoses. Sua digestão é extracorpórea. Enzimas extracelulares fazem a digestão do material orgânico, depois os nutrientes são absorvidos.

Estruturalmente possuem uma parede celular de quitina, que é um  polissacarídeo. Os fungos pluricelulares são formados por células alongadas constituindo estruturas filamentosas que recebem o nome de hifas. O conjunto de hifas, entrelaçam-se e acabam formando o corpo do fungo, esse conjunto de hifas forma uma estrutura chamada de micélio.


O micélio (organismo reprodutor) fica na sua maior parte sob a superfície, abaixo do substrato nutritivo. Eventualmente, o micélio pode ficar acima da superfície, formando o corpo de frutificação. Alguns desses corpo de frutificação recebem o nome de cogumelo. É a parte que mais conhecemos do fungos.


Os fungos unicelulares não formam nem hifas nem micélios e geralmente possuem forma ovaladas ou esféricas. Recebem o nome genérico de leveduras e obtém energia através da fermentação quando não há oxigênio presente. Quanto a sua morfologia, as leveduras podem ser ovais (Hansenula), redondas (Saccharomyces), cilíndricas (Kloeckera), triangulares (Trigonopsis), apiculares (Kloeckera) e ogivas (Bretanomyces).





A maioria das leveduras vive em exudatos açucarados de plantas, e no néctar das flores. Também são encontradas algumas espécies em superfícies de frutas frescas ou podres.

O principal tipo de levedura é a Saccharomyces, no qual é utilizado em vários processos, como:

* Panificação
* Cervejaria
* Vinícola
* Farmacêutica (Vitamina B e outras do complexo B)
* Fermentações


Principais Filos

No Reino Fungo, existem quatro filos distintos, sendo eles:

* Zigomicetos: são fungos terrestres formados por hifas de paredes quitinosas. Alguns são parasitas mas na sua maioria são saprófagos, vivendo no solo e alimentando-se de matéria orgânica morta. Possuem esporos sem flagelos e na reprodução sexuada produzem zigósporos, ou seja, zigotos de parede espessa e resistente, podendo sobreviver em más condições ambientais.



* Ascomicetos: Os ascomicetos são fungos do filo Ascomycota (grc. άσκός= tubo; μύκης= fungo) que produzem seus esporos (ascósporos) em esporângios específicos chamados ascos. É um grupo monofilético de cerca de 32.000 espécies, ao qual pertencem inclusive a maioria das formas anamórficas, leveduras e formas liquenizadas. Este grupo engloba também a maioria dos fungospatogênicos para as plantas. Na maioria das espécies, os ascos estão contidos numa estrutura chamada de ascoma.


* Basidiomicetos: Nesse grande grupo encontram-se os fungos mais comumente conhecidos, tais como os champignons e outros cogumelos e as orelhas-de-pau. O micélio desses organismos é constituídos por hifas septadas, geralmente dispersas subterraneamente ou no interior de madeira apodrecida. No processo reprodutivo desenvolvem-se hifas especializadas, que se organizam formandocorpos de frutificação, os basidiocarpos. Em geral, eles têm a forma de um guarda-chuva, como nos cogumelos, ou de ”prateleira” dispostas em um tronco de árvore, no caso das orelhas-de-pau.



* QuitridiomicetosSão unicelulares ou filamentosos. Apresentam quitina na composição da parede celular. Habitam ambientes de água doce ou salgada. Alguns organismos deste grupo possuem flagelos em alguma fase da vida.  O flagelo auxilia na locomoção em meio aquático.





REINO PROTOCTISTA

           Formado por Protozoários e Algas Fotossintetizantes, o Reino Protoctista não é monofilético, ou seja, não apresenta um ancestral em comum. Então é muito provável que daqui a alguns anos crie-se um novo Reino que seria uma divisão deste.



PROTOZOÁRIOS 

Protozoários são organismos heterotróficos que podem obter seu alimento por absorção ou por ingestão. Sua célula executa todas as funções que tecidos, órgãos e sistemas realizam em um ser pluricelular complexo. Locomoção, respiração, excreção, controle hídrico, reprodução e relacionamento com o ambiente, tudo é executado por uma única célula, que conta com algumas estruturas capazes de realizar alguns desses papéis específicos, como em um organismo pluricelular. Seu principal habitat é a água, porem podem ser parasitas.




 Os protozoários classificam-se em:




  • Protozoários ameboides – deslocando-se e capturando alimentos através de pseudópodes (“Falso braço”).

  •  Protozoários flagelados – locomoção e obtenção de alimentos por meio de batimento flagelar. 

  • Protozoários ciliados – que se deslocam ou obtêm alimentos por meio de cílios. 

  • Protozoários apicomplexos, ou esporozoários – não possuem estruturas locomotoras e, em algum estágio do ciclo de vida, apresentam uma estrutura proeminente: o complexo apical. Muitas dessas espécies formam esporos.


Doenças causadas por protozoários
Nas doenças causadas por protozoários, eles geralmente se instalam no sangue ou no tubo digestório. Contudo os parasitas também podem se instalar na pele, no coração, nos órgãos do sistema genital e no sistema linfático. São exemplos de doenças:


  • Malária – Transmitido pela picada das fêmeas do mosquito do gênero Anopheles, infectadas por protozoários do gênero Plasmodium. Uma vez transferida para o corpo humano, a infecção viaja até o fígado, onde se multiplica e entra nas células vermelhas do sangue. Dentro das células vermelhas do sangue, os parasitas se multiplicam rapidamente até ela se romper, liberando ainda mais parasitas na corrente sanguínea. Em 2013, a malária matou mais de meio milhão de pessoas. A prevenção da malária pode ser feita pelo ato de acabar com a água parada, para não deixar o mosquito se reproduzir.


  • Doença de Chagas – transmitido por um inseto conhecido popularmente por BARBEIRO. Este alimenta-se exclusivamente do sangue de animais vertebrados. Ao sugar o sangue de um animal com a doença, este neto passa a carregar consigo esse protozoário. Ao se alimentar novamente, passa a transmitir esse protozoário para uma pessoa saudável, geralmente na região do rosto. Esse processo se dá em razão do hábito que este tem de defecar após sua refeição. Como, geralmente, as pessoas costumam coçar a região onde foram picadas, tal ato permite com que os parasitas, presentes nas fezes, penetrem pela pele. Estes passam a viver, inicialmente, no sangue e, depois, nas fibras musculares, principalmente nas da região do coração, intestino e esôfago.
            

ALGAS

      Algas são organismos unicelulares ou multicelulares, eucariontes e fotossintetizantes.  Esses organismos autótrofos, presentes no oceano, consomem o gás oxigênio presente na água para a sua respiração. Também no processo de fotossíntese elas liberam de 70 a 90% do oxigênio presente na atmosfera.
       Sua reprodução pode ser por divisão binária (unicelulares), por fragmentação e por zoosporia. Contudo a maioria das algas se reproduz pelo modo sexuado, principalmente as unicelulares haploides.
         Na classificação das algas destacam-se duas características: o tipo de pigmento fotossintetizante e a presença de substâncias de reservas armazenadas no interior das células.
Possuem seis filos, são eles:
Euglenophyta → organismos unicelulares com dois flagelos, possuindo em seu interior estrutura chamada estigma, desempenhando função sensorial, proporcionando orientação a partir de uma fonte luminosa. Podem, conforme a baixa disponibilidade de luz, inativar seus cloroplastos, realizando nutrição heterotrófica, retornando à situação autotrófica em condições favoráveis.
Dinophyta → organismos unicelulares, com endoesqueleto formado por delgadas placas justapostas, próximas à face interna da membrana plasmática. Podem se reunir estabelecendo colônias, produzindo toxinas em quantidade suficiente para provocar grande mortandade de peixes e outros animais.
Bacillariophyta → organismos com parede celular desprovidas de celulose, porém impregnada com sílica (carapaça), conferindo aspecto rijo e uma enorme variedade de formas.
Phaeophyta → organismos marinhos de regiões temperadas (água fria), e dimensões consideráveis, medindo aproximadamente 70 metros de comprimento, representados por algas pardas conhecidas por kelps.
Rhodophyta → organismos multicelulares marinhos (algas vermelhas), com alto teor em vitamina C, utilizados na culinária oriental para preparação de sushi.
Chlorophyta → organismos clorofilados, uni ou pluricelulares com ampla distribuição nos mais diversos ambientes aquáticos, ocupando também locais onde a umidade é constante (no tronco de árvores ou aderidas na superfície de rochas).
ALGAS PLURICELULARES


ALGAS UNICELULARES


FONTES:


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Antibióticos

O que são: 

Antibióticos são substâncias químicas, naturais ou sintéticas, com capacidade de impedir a multiplicação das bactérias, destruir ou controlar o crescimento de organismos infecciosos do corpo. Os principais grupos de antibióticos são: 
1. Penincilina
2. Cefalosporinas
3. Monobactâmicos 
4. Cloranfenicol e Tetraciclinas
5. Aminoglicosídeos
6. Macrólidos
7. Sufonamidas e suas associações 
8. Quinolonas

Ação dos antibióticos no organismo:

Nas bactérias: Os antibióticos matam as bactérias, que são unicelulares. Se uma delas passar por nosso sistema imunológico e começar a se reproduzir dentro de nossos corpos, pode causar doenças. Então, matamos essas bactérias para eliminar a doença.
Nos vírus: Os antibióticos não tem uso nenhum, já que não conseguem os matar. 

Onde agem: 

O antibiótico age na bactéria principalmente em sua parece celular. A parede celular da bactéria é formada por peptideoglicano. A penicilina e outros antibióticos impedem a síntese completa dele, consequentemente enfraquece a parede celular e a célula sofre lise. Como as células humanas não possuem peptideoglicano, a penicilina possui baixa toxidade para a célula do hospedeiro.  

Bactérias

~As bactérias pertencem ao reino monera
~São unicelulares e com célula procariótica
~ Tem tamanho menos que 8 micrômetros
~ São encontradas em todos os ecossistemas da Terra
~Elas estão presentes em tudo

Importância das bactérias

  1. Decomposição
  2. Processos indutriais
  3. Ciclo nitrogênico
  4. Sintese de substãncias em Engenharia Genética e Biotecnologia 

Estrutura das bactérias 


Diversidade metabólica

As bactérias podem ser heterótrofas ou autótrofas, sendo parasitas, decompositoras e obtendo matéria de outros seres vivos não prejudicando-as, e se dividem nas que fazem fotossíntese e quimiossíntese respectivamente. 

Reprodução Assexuada

Feita por bipartição ou cissiparidade, duplicação do DNA e divisão em duas novas células. Este processo acontece rapidamente se em condições favoráveis, em torno de vinte minutos.
- É necessário a participação dos mesossomos para a separação dos cromossomos irmãos.
- Não é mitose
-Algumas bactérias originam esporos se desidratando.

Reprodução Sexuada
-Quando há o processo de transferência de fragmentos de DNA de uma célula para outra. Depois de transferido, o DNA da bactéria doadora se recombina com o da receptora, produzindo cromossomos com novas misturas de genes. Esses cromossomos recombinados serão transmitidos às células-filhas quando a bactéria se dividir. 

- Pode ser feito três formas: TRANSFORMAÇÃO 



TRANSDUÇÃO 

CONJUGAÇÃO


.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Exercícios da página 33

1.Epidemiologia é o ramo da medicina que investiga tudo o que diz respeito a epidemias e as maneiras de trata-las e evita-las.

Infecção é o processo de infeccionar-se. É a invasão e proliferação de um microorganismo patogênico, como a bactéria, um protozoário ou um vírus, no interior de um ser vivo, denominado hospedeiro.

Virologia é o ramo que estuda os vírus.

Vetor é o veículo transmissor de doenças, no caso da dengue o veículo transmissor é o mosquito.

2. a) No ano de 1989
    b) Vacinação
    c)O Brasil deve continuar com o controle dessa doença para não se tornar um país endêmico

3.Os vírus são caracterizados como parasitas, porque eles necessitam do metabolismo de um hospedeiro para se mutiplicar. E eles tem grande importância para os seres vivos, em ambientes aquáticos eles influenciam o crescimento de outros organismos; são capazes de infectar algas e a morte dos organismos infectados disponibiliza nitrogênio, carbono e outros nutrientes para o ambiente; são um importante fator de seleção natural; e podem ser utilizados como instrumento terapêutico, eles desempenham papel central na técnica denominada terapia gênica.

4.a) Infecção  é a penetração e proliferação de um agente infeccioso em um hospedeiro e as doenças são as consequências das lesões causados pelo agente, alterando seu estado de saúde.
  b) As doenças infecciosas são contagiosas, pois elas causam reações do nosso corpo, como fluidos corporais, que permite os microrganismos patogênicos de infectar outra pessoa.

5-a) A transmissão de pessoa a pessoa de um vírus se dá através de uma transmissão direta, dos dois tipos: modo imediato, quando existe contato físico entre a fonte primária de infecção e o novo hospedeiro(por exemplo: transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis), ou de modo mediato, quando não há contato físico entre a fonte primária de infecção e o novo hospedeiro (por exemplo: a transmissão por meio das secreções oronasais suspensas na atmosfera, o famoso espirro). A partir de então o vírus deposita seu material genético no interior da célula e acontece todo aquele processo de multiplicação do material genético viral.


5-b) A pessoa pode ser contaminada tbm através de uma água contamida ou alimento contaminado e ingerido e o vírus acaba caindo na corrente sanguínea e contaminando o indivíduo. 

5-c)Vetores são agentes que carregam o vírus na corrente sanguínea e quando atacam, picam um indivíduo eles acabam transmitindo o vírus para corrente sanguínea do mesmo que se contaminará.


6. As diferenças entre ciclo lisogênico e o lítico acontecem após a injeção do genoma viral. No ciclo lisogênico o material genético do fago se integra ao cromossomo e quando a célula entra em processo de divisão, o genoma com o material genético se duplica e é dividido entre as células filhas. E no ciclo lítico o material genético do fago se separa do genoma bacteriano e ocorre a formação de fagos dentro da bactéria, que a rompem e são liberados, podendo levar pedaços do cromossomo da bactéria para outra.

7.Congenita (mae pra filho), utensilios contaminados e atraves de relacao sexual. Nao compartilhar objetos como: seringa, alicates dr cuticula, etc, utilizar preservativos nas relacoes sexuais e fazer o pré-natal adequadamente com uso de medicamentos atuais que podem inibir o bebê de nascer com a doença.

8. O príon é composto por proteínas, não possuem ácidos nucleicos (DNA e/ou RNA), não possuem carga genética, possuem estrutura estável, resistentes a enzimas digestivas e à inativação por métodos que modificam os ácidos nucléicos. E os bacteriófagos possuem proteínas, ácidos nucleicos (DNA ou RNA), capsídeo (protege os ácidos nucleicos) e a maioria apresenta cauda (o acido nucleico passa durante a infecção).

9. Porque o vírus depende do metabolismo de um hospedeiro para se multiplicar, então provavelmente eles evoluíram com os seus hospedeiros.

10. a) A perda da eficácia das vacinas está ligada às mutações constantes que os vírus sofrem, por isso apresentam grandes variabilidade genética, o que contribui para uma rápida adaptação às novidades ambientais.
  b) A forma mais eficiente de prevenção é por meio de vacina e evitando o contato próximo de pessoas contaminadas.






domingo, 15 de março de 2015

VÍRUS


--> Características
       * organismo acelular
       * sem metabolismo, sem consumo de energia (oxigênio + alimento= profucao de ATP, não tem)
       * parasitas intra celulares obrigatórios

--> Estrutura
       * envelope (nem todos) -> Lipoproteína }  PROTEÍNAS
       * capsídeo->.  lipoproteína/proteína.       }    LIGANTES
       * genoma- DNA, RNA ou DNA/RNA -> Dependendo da fase da vida

--> Multiplicação
       * Lítico -> destruição da membrana da célula hospedeira. Ex: ebola
       * Lisogênico -> se reproduz na célula e sai. Ex: resfriado

PROTEÍNAS LIGANTES:
 - Hemaglutinina. } especificidade - espécie
 - Neuraminidase }.                             -  celular
                                           Ex:H1N1
A ORIGEM DOS VÍRUS 




A origem dos vírus não é inteiramente clara, porém a explicação actualmente favorecida é que eles sejam derivados dos seus próprios hospedeiros, tendo origem de elementos transferíveis, como plasmídeos ou transposons (elementos transponíveis, são segmentos de DNA que têm a capacidade de mover-se e replicar-se dentro de um determinado genoma). 



Na figura 1 da imagem acima, vemos um vírus bacteriófago prestes a infectar uma bactéria; na figura 2 o vírus injeta seu material genético dentro da bactéria; na figura 3 o material genético se multiplica e começa a produção de proteínas virais; na figura 4 o material genético reunido às proteínas constitui novos bacteriófagos; na figura 5 a bactéria se rompe liberando novos vírus, que darão continuidade ao ciclo, conhecido como ciclo lítico.

É desta forma que os vírus infectam nosso organismo. Percebam que eles necessitam de uma célula hospedeira para sobreviver, por isso ainda há muita discussão para saber se os vírus são seres vivos.

REGRAS DE NOMECLATURA BIOLÓGICA (LINNEAUS)



1.  Binomial
2.  Latin; (unia todos os povos europeus e não tinha risco de mudar)
3.  Gênero ---> Letra inicial maiúscula
     Espécie ---> Letra inicial minuscula
4.  Quando manuscrito - sublinhado
     Quando digitado - itálico

Trinomial --> gên. espéc.* subespéc. + varie

obs*: Se a espécie varia, não há troca de genes.

Homo Sapiens - argila pensante



















domingo, 8 de março de 2015

ESPECIAÇÃO

Especiação é a formação de novas espécies a partir de uma população já existentes. As causa da especiação mais comuns são:

ISOLAMENTO GEOGRÁFICO - consiste na separação de uma população por uma barreira geográfica, formando assim subpopulações. A barreira geográfica pode ser um rio, uma montanha ou um cânion, por exemplo. As subpopulações começam a sofrer diferentes pressões e consequentemente os genes selecionados em uma subpopulação serão diferentes da outra subpopulação. Em virtude da barreira geográfica, as duas subpopulações ficarão impedidas de cruzar e as diferenças entre elas ficarão cada vez mais acentuadas.  Surgindo assim as subespécies. Com o tempo estas subespécies podem ficar tão diferentes umas das outras que se torna impossível a reprodução entre elas. Quando isso acontece temos o isolamento reprodutivo e, consequentemente, o surgimento de novas espécies.
                                                     
ISOLAMENTO GEOGRÁFICO

REDUÇÃO DE FLUXO GÊNICO (troca de material genético possibilitado pelos cruzamentos) - a especiação também pode ocorrer em uma população sem barreiras extrínsecas específicas para fluxo gênico. Imagine uma situação em que uma população se estende em uma ampla faixa geográfica e o acasalamento dentre a população não é aleatório. Indivíduos no extremo oeste não teriam nenhuma chance de acasalar com indivíduos do extremo norte. Com isso temos fluxo gênico reduzido, mas não um isolamento total. Isto pode ou não ser suficiente para causar uma especiação. Especiação provavelmente também requereria pressões seletivas diferentes nos extremos opostos, o que alteraria a frequência gênica nesses indivíduos a ponto de que eles não seriam mais capazes de se acasalarem se estivessem reunidos.
REDUÇÃO DO FLUXO GÊNICO

SELEÇÃO NATURAL

CHARLES DARWIN
Darwin foi o primeiro a sugerir que os organismos não eram imutáveis. A cada nova geração pequenas modificações surgiam e algumas delas tornavam seus portadores mais aptos a viver e se reproduzir em um dado ambiente.
Intrigado, Darwin não sabia como as espécies se originavam, ele propôs uma teoria de que a natureza de forma distinta selecionaria indivíduos com pequenas diferenças entre si, favorecendo alguns com características vantajosas à sobrevivência, pois então conseguiria se reproduzir e de passar aos seus descendentes essa características. Para Darwin, ao longo de muitas gerações, o acúmulo dessas pequenas diferenças levaria à formação de uma nova espécie.

A partir do momento em que formulou sua teoria, Darwin passou décadas reunindo dados que pudessem enriquecê-la. Ele determinou SELEÇÃO NATURAL o mecanismo que torna possível o processo de evolução, ou seja, a ação da seleção natural consiste em selecionar indivíduos mais adaptados a determinada condição ecológica, eliminando aqueles desvantajosos para essa mesma condição.


Assim é perfeitamente aceitável que houvesse um ancestral comum, bastante remoto, tenha sido o ponto de partida para a origem de todas as demais espécies. 

SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA

Antigamente, classificação dos seres vivos fundamentava-se principalmente pelos aspectos morfológicos, ou seja, sempre que um ser vivo apresentasse características físicas semelhantes a outro, era agrupado na mesma categoria taxonômica. O grande problema é que nem sempre as semelhanças morfológicas refletem relações evolutivas entre as espécies, como por exemplo, o golfinho e o tubarão.
Figura 1) Árvore Filogenética do golfinho, mostrando que o golfinho pertence aos mamíferos.

   
Willi Hennig propôs ,em 1966, uma classificação que expressaria as relações de parentesco evolutivo entre as espécies (vivas ou extintas). Essa proposta recebeu o nome de Sistemática Filogenética. Ela pode ser dividida em:
TAXONOMIA – classifica, descreve e nomeia os seres vivos;
FILOGENIA – estuda a evolução e o parentesco entre as espécies. A filogenia pode ser reconstruída com base em caracteres derivados compartilhados(novidades evolutivas);
SISTEMÁTICA – relaciona a filogenia com a classificação dos seres vivos;
CLADÍSTICA – reconstrói a história evolutiva pela análise de evidências evolutivas, características primitivas e características derivadas. Compara organismos que se pretende estudar (grupos internos) com outros grupos evolutivamente próximos, cuja origem tenha sido anterior (grupos externos).
  • Segundo a Sistemática Filogenética a variedade de organismos é gerada de duas maneiras: por meio da CLADOGÊNESE e da ANAGÊNESE.

CLADOGÊNESE (clado = ramo) – compreende em processos responsáveis pela separação da ligação original em uma população, gerando duas ou mais populações que não podem mais trocar genes entre seus indivíduos. Essa separação pode ocorrer em função do fenômeno do surgimento de barreiras geográficas e mesmo da ocorrência de mutações. Se permanecerem separadas, sem trocar genes, cada uma dessas populações passa a ter sua própria história evolutiva e essas populações modificam-se ao longo do tempo, podendo originar uma espécie distinta.

ANAGÊNESE (ana = para cima; genesis = origem) -  compreende processos pelos quais  um caráter surge ou se modifica numa população ao longo do tempo, sendo responsável pelas "novidades evolutivas".
A anagênese resulta da interação entre mutação, permutação e seleção natural.